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domingo, 8 de junho de 2008

Adeus à Wikipédia: nova enciclopédia on-line é aposta da Larousse

Se os jovens da nova geração de nativos digitais utilizam a Wikipedia apenas pela facilidade de consulta, e mais ainda, pela facilidade de copiar e colar um texto, o que gera críticas sobre a qualidade da informação que buscam na internet, surge agora uma boa notícia:

A editora francesa Larousse lançou uma ambiciosa versão on-line de sua enciclopédia (www.larousse.fr), que pretende brigar no mercado de língua francesa com o site colaborativo Wikipedia.

Leia mais na Folha Online

Índice do especial “A geração mais burra”:

· Artigo completo Especial “A geração mais burra”

ouça ou baixe a versão em áudio

1. A Internet cresce assustadoramente. Todo mundo quer acrescentar alguma coisa. Qualquer Coisa

2. Quem se importa em encontrar conhecimento na internet? Os jovens não!

3. Jovens desperdiçam tempo na Era da Informação com MSN, Orkut e blogs ao invés de conhecimento

4. Que é isso, professor? Os jovens estão ficando burros???

5. A cobra morde o próprio rabo, o excesso de informação prejudica o interesse pela informação

6. Com a falta de interesse pela informação de qualidade, os veículos de comunicação se concentram em dados irrelevantes

7. “Quem lê tanta notícia?” perguntou Caetano Veloso nos anos 60. Que diria hoje em dia???

8. A situação das empresas na era da informação – elas também sofrem

9. A angústia com velocidade da informação na internet vai piorar

10. Qualquer informação da Web serve? - os jovens não identificam mais informação ruim

11. Os jovens não querem mais saber de informação com qualidade

12. A web 2.0 empobrece a informação na internet

13. Mas, Professor Mark Bauerlein, talvez os jovens não sejam burros quanto o senhor diz

Especialista discorda de críticas à internet e vê "progresso"

RAQUEL COZER

Em 2005, o então colunista da revista "Wired" Steven Johnson, um dos mais influentes pensadores do ciberespaço, causou tanta polêmica quanto Mark Bauerlein ao afirmar, em seu livro "Surpreendente" (Campus, 216 págs.), exatamente o inverso do que diz "The Dumbest Generation".

Também provocativo no título original ("Everything Bad Is Good for You", tudo o que é ruim é bom para você), o livro de Johnson considera que os games, a internet e a TV potencialização as faculdades cognitivas das pessoas, ao exigirem elaboração constante de raciocínio.

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Índice do especial “A geração mais burra”:

· Artigo completo Especial “A geração mais burra”

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1. A Internet cresce assustadoramente. Todo mundo quer acrescentar alguma coisa. Qualquer Coisa

2. Quem se importa em encontrar conhecimento na internet? Os jovens não!

3. Jovens desperdiçam tempo na Era da Informação com MSN, Orkut e blogs ao invés de conhecimento

4. Que é isso, professor? Os jovens estão ficando burros???

5. A cobra morde o próprio rabo, o excesso de informação prejudica o interesse pela informação

6. Com a falta de interesse pela informação de qualidade, os veículos de comunicação se concentram em dados irrelevantes

7. “Quem lê tanta notícia?” perguntou Caetano Veloso nos anos 60. Que diria hoje em dia???

8. A situação das empresas na era da informação – elas também sofrem

9. A angústia com velocidade da informação na internet vai piorar

10. Qualquer informação da Web serve? - os jovens não identificam mais informação ruim

11. Os jovens não querem mais saber de informação com qualidade

12. A web 2.0 empobrece a informação na internet

13. Mas, Professor Mark Bauerlein, talvez os jovens não sejam burros quanto o senhor diz

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Está no ar o podcast do Ctrl+Alt+Del All TV

Está no ar o podcast do Ctrl+Alt+Del All TV !!!



Ouça ou baixe o arquivo. Para ouvir, basta clicar no play em frente à barrinha cinza!


O primeiro ficou grande, admito. Desculpem... é a reportagem especial desta semana (A geração mais burra) em formato de áudio, com trilha de fundo. Divirta-se!

Índice do especial “A geração mais burra”:

· Artigo completo Especial “A geração mais burra”

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1. A Internet cresce assustadoramente. Todo mundo quer acrescentar alguma coisa. Qualquer Coisa

2. Quem se importa em encontrar conhecimento na internet? Os jovens não!

3. Jovens desperdiçam tempo na Era da Informação com MSN, Orkut e blogs ao invés de conhecimento

4. Que é isso, professor? Os jovens estão ficando burros???

5. A cobra morde o próprio rabo, o excesso de informação prejudica o interesse pela informação

6. Com a falta de interesse pela informação de qualidade, os veículos de comunicação se concentram em dados irrelevantes

7. “Quem lê tanta notícia?” perguntou Caetano Veloso nos anos 60. Que diria hoje em dia???

8. A situação das empresas na era da informação – elas também sofrem

9. A angústia com velocidade da informação na internet vai piorar

10. Qualquer informação da Web serve? - os jovens não identificam mais informação ruim

11. Os jovens não querem mais saber de informação com qualidade

12. A web 2.0 empobrece a informação na internet

13. Mas, Professor Mark Bauerlein, talvez os jovens não sejam burros quanto o senhor diz

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Especial “A geração mais burra”

A internet está mesmo criando uma geração de jovens burros, que não se interessam ou não reconhecem a importância do conhecimento?

ouça ou baixe a versão em áudio

por Eduardo Marcondes

Ah, que maravilha os tempos modernos. Estamos no século XXI! Cada vez mais deixando a Era Industrial e mergulhando de cabeça na Era da Informação. São tempos mágicos... o bem mais precioso de todos? O conhecimento! Os computadores não são mais apenas máquinas que nos ajudam com um cálculo ou outro. Agora são equipamentos essenciais. Melhor ainda: aproximam distâncias, são protagonistas da globalização! Temos o mundo ao toque de um clique. Estão todos interligados por meio de uma rede mundial. Ninguém ousa duvidar que a internet é a principal das novas tecnologias de informação e comunicação.

O pessoal do século passado, de um tempo bem mais antigo que esse, dizia que o “papel aceita tudo”. Era um modo de sugerir que qualquer um podia escrever o que quisesse. Um alerta para que não se acreditasse em tudo o que se lê por aí. Sábio conselho. Se a frase tinha peso já nos tempos das folhas em branco, que afinal só aceitavam o que poderia ser marcado a tinta, que podemos pensar do ambiente virtual, que além de texto e imagens, aceita também o áudio e o vídeo? É... a internet aceita tudo sim! Tudo MESMO.

No entusiasmo com as novas tecnologias, ninguém duvida que a rede mundial de computadores está mudando os conceitos da comunicação. Afinal, a rede democratiza o conhecimento. Não apenas porque o conteúdo é acessível a qualquer um que tenha acesso, mas principalmente porque esse mesmo “qualquer um” pode participar produzindo seu próprio conteúdo. Por isso já podemos imaginar o dia em que a rede terá toda a informação que existe no mundo. Um projeto grandioso, mais ousado do que a Biblioteca de Alexandria. E se analisarmos o ritmo a que a rede cresce... isso parece estar mesmo perto de acontecer.

Quem duvida só precisa consultar os dados do site Netcraft , que registra a existência de nada mais nada menos do que 155 milhões 583 mil 825 sites em todo o mundo. Mas e... quantas informações existem neste ambiente? Bem, como o número de páginas em cada endereço da internet pode variar com a “precisão” de uma a milhares, poucos se arriscariam ao palpite sobre quantas existem. Mesmo assim, a Netcraft ousa dizer algo em torno de 30 bilhões de webpages. Seriam então cinco páginas para cada um dos seis bilhões de habitantes do planeta terra!

E esta quantidade surpreendente só faz aumentar. Ainda segundo a Netcraft, apenas em dois anos, entre 2005 e 2007, o número de sites na rede dobrou. E os principais responsáveis por este crescimento são os blogs, que já representam um em cada quatro sites na rede.

Isto significa que todos querem colaborar com seu quinhão. Ou, como diriam os imigrantes digitais (aquelas pessoas que vieram bem antes dos nativos digitais, que já nasceram no mundo informatizado) “todos querem meter sua colher neste angu”. Afinal, a rede é livre e basta querer participar.

Então, criaram-se os blogs, que facilitaram muito o trabalho. São ferramentas simples, uma espécie e diário eletrônico. Permitem que pessoas sem nenhum conhecimento específico de informática possam inserir informações na rede sobre qualquer coisa. Qualquer coisa MESMO! Desde amenidades como o dia em que levaram o cachorro ao veterinário até assuntos bem mais complexos, como as últimas novidades sobre o mundo da física

E tem alguém interessado neste material todo??? Claro que sim! Os internautas brasileiros que o digam. Do total de 40 milhões de pessoas com acesso a internet por aqui, um quarto, ou 10 milhões, são leitores de blogs.

Quem se importa em encontrar conhecimento na internet? Os jovens não!

Que legal! Mas peraí... um site sobre cachorro no veterinário... outro sobre física... como podemos separar o joio do trigo? Como saber o que é ou não é informação importante? Bem, quem observa com atenção os tempos modernos sabe que os blogs estão ganhando força e credibilidade , mas serão todos confiáveis? Será que todos foram abastecidos por fonte segura? Bobagem, essas são preocupações dos imigrantes digitais, aquele pessoal das antigas. Os nativos nem se preocupam mais com isso.

Qualquer pessoa que insere informação na rede logo procura as técnicas para conquistar um poderoso aliado na divulgação de seu material. Todos estão caprichando para receber os visitantes trazidos por mecanismos como o GOOGLE. São os buscadores que conduzem os internautas a qualquer texto na rede que responda às perguntas mais inusitadas como “pra que serve um alfinete espetado na orelha?” ou “Onde posso comprar uma chinchila?Os resultados serão oferecidos não importa quem tenha a resposta. Talvez isto explique porque 65% dos leitores chegam aos blogs por meio dos buscadores. Essa situação indica que os blogs das pessoas comuns, leigas, são totalmente dependentes dos buscadores.

Quem mais confia neste tipo de mecanismo são essencialmente os jovens, na faixa dos 12 aos 24 anos, explica José Calazans, analista de mídia do Ibope/NetRatings. O público mais amadurecido não é tão afeito à prática porque dá mais importância à questão da qualidade da informação. Claro que quem tem mais de 35 anos também acessa os blogs! Mas eles preferem encontrá-los nas capas dos portais que os abrigam, cuja credibilidade é reconhecida. Eles também preferem os diários de jornalistas de renome: “eles também selecionam e filtram mais informações obtidas em fontes amadoras”, diz Calazans.

Jovens desperdiçam tempo na Era da Informação com MSN, Orkut e blogs ao invés de conhecimento

No mundo todo, quem passa mais tempo conectado à rede mundial de computadores quando está em casa é o brasileiro! A média ficou em 22 horas e 47 minutos no mês de abril, segundo dados do Ibope//NetRatings. . E o que faz esse pessoal todo quando fica tanto tempo navegando pela Internet? Bem... o principal interesse deles está registrado na categoria “Buscadores, Portais e Comunidades”, que tem 19,8 milhões de usuários únicos, que prendem a atenção do usuário por 5 horas e 48 minutos a cada mês. É neste conjunto que estão incluídas as redes sociais como o Orkut, além dos Blogs. E quem navega por mais tempo são os jovens, que segundo esses dados não estão procurando por informações e conteúdo... eles estão é trocando mensagens em comunicadores instantâneos e por meio das páginas pessoais.

E este comportamento já começa a causar preocupação em educadores do mundo todo! O professor de inglês da Universidade Emory , nos Estados Unidos, Mark Bauerlein, por exemplo, está desesperado. Ele enxerga uma verdadeira tragédia em andamento e sai na ofensiva já no título de seu livro “The Dumbest Generation: How the Digital Age Stupefies Young Americans and Jeopardizes Our Future (Or, Don't Trust Anyone Under 30)" “A Geração Mais Burra: Como a era digital deslumbra os jovens americanos e compromete nosso futuro (Ou não confie em ninguém com menos de 30").

Que é isso, professor? Os jovens estão ficando burros???

Como é que é??? O professor acha que os nossos filhos, sobrinhos, irmãos ou primos estão ficando BURROS??? Bem, ele enumera os motivos de sua preocupação, e cita como exemplos o fato de que os jovens chegam a ridicularizar aqueles que demonstram estar bem informados nas redes sociais, e crava os dentes na jugular dos jovens integrantes da “geração digital” quando acusa a garotada de não gostar mais de ler livros... “Se contentam com “pequenas porções de conhecimento na rede mundial de computadores”. O professor está indignado porque “os nativos digitais vão à internet não para reter informação, mas para buscar a informação e passar adiante. A internet é só um sistema de entrega.”. Calma lá, professor... e a culpa é mesmo deles? Será que esse comportamento tão criticado por você não é causado pela realidade que os cerca?

Em “O Excesso de Informação a serviço da desinformação”, no site do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Natália Abrunhosa afirma que os jovens estão com um problema, mas diz que a causa é a facilidade com que acessam as informações na mesma velocidade de uma partida de videogame. “As pessoas passam a cultivar idéias em apenas 7 segundos, entre um "clic" e outro. Sem sequer filtrar ou discernir essas idéias. A internet tornou-se uma fantástica fábrica de reprodução de informações, que "pluga" as pessoas no anonimato e as conduz a um mundo onde são bombardeadas de informações dos mais diversos tipos.”

Pelo visto os intelectuais sabem que se eles fossem jogados em uma biblioteca com uma vastidão de informação, ficariam enlouquecidos! Por isso, não entendem como está acontecendo exatamente o contrário enquanto tanta informação está disponível no mundo virtual.

A cobra morde o próprio rabo, o excesso de informação prejudica o interesse pela informação

Em artigo para o Webinsider, Fabiano Pereira não esconde o espanto de observar o desânimo diante de tanto conteúdo. “Muitas vezes, a impressão que se tem é que o excesso desmotiva, desanima ou torna algo relevante em fútil, como se todo mundo soubesse do que se trata antes mesmo de ler. No final, temos um “círculo vicioso” de opiniões abalizadas baseadas no resumo do resumo do resumo, sugando, completamente, a essência e importância da informação original, jogando-a na vala comum das pequenas notas jornalísticas.”

O pior é que este excesso de informações gera uma ansiedade, que acaba anulando a falta de raciocínio crítico. Pelo menos é nisso o que acredita Natália Abrunhosa : “ Esse excesso de informação massiva gera falta de vontade de lembrar, perguntar, interferir. Cada vez mais, a evolução dos meios de comunicação (a internet, principalmente) vai provocando alterações nos comportamentos das pessoas de modo que essas vão perdendo velhos hábitos, como ler um jornal com calma, por exemplo. A substituição dos velhos livros e jornais pelo noticiário on-line é um fato. Com isso, corremos o risco de praticar uma leitura muito mais superficial e irrelevante do que antigamente.”

Bem, que a leitura em papel está sendo trocada pela leitura on-line é verdade. Uma pesquisa da ComScore mostra que os mais jovens, com idades entre 18 e 24 anos, consomem informação mesmo é pela rede mundial de computadores. Cerca de 38% chegam a admitir que simplesmente não lêem jornais impressos. A internet também aparece como veículo de importância nas faixas etárias entre os 25/34 e os 35/44 anos, mas entre eles a aceitação dos jornais impressos ainda é grande. Ler só jornais e revistas impressos sem interesse pelo que está na rede é coisa de quem tem mais de 65 anos, segundo o estudo.

Com a falta de interesse pela informação de qualidade, os veículos de comunicação se concentram em dados irrelevantes

Mais motivo para preocupação dos estudiosos! Segundo eles, quando as pessoas começam a abandonar o material impresso e preferem a simplicidade das informações on-line, eles influenciam até mesmo na qualidade daquilo que sai nos próprios jornais impressos... Mais uma vez, está formado o perverso círculo vicioso. Na entrevista "A web 2.0 é uma ameaça à cultura" na Revista Época, o pensador inglês que está entre os pioneiros da internet na Califórnia dos anos 90, Andrew Keen, lamenta a destruição da mídia tradicional, e afirma que estamos assistindo a uma morte lenta não só dos jornais, mas de toda a organização cultural como conhecemos até hoje: “A mídia tradicional não vai exatamente morrer, mas vai mudar dramaticamente. Os meios de comunicação de massa – que considero democráticos e onde conteúdo de qualidade é acessível pelo preço de US$ 10 ou US$ 15 para comprar um CD, assistir a um filme ou comprar um livro – talvez se tornem coisa do passado. Enquanto os utópicos digitais falam sobre democratização da mídia e do conteúdo, acredito que a conseqüência é o aparecimento de uma nova oligarquia. A tão propalada democratização, na verdade, tornará o entretenimento cutural de alta qualidade menos acessível às pessoas comuns.

Os jornais tentam reagir a este abandono das mídias tradicionais buscando atrair o público que já não quer se aprofundar. A questão também preocupa o Semiótico e Romancista Umberto Eco em entrevista ao jornal espanhol "El Pais" e reproduzida pelo caderno Mais!: “Vamos à internet para tomar conhecimento das notícias mais importantes. A informação dos jornais será cada vez mais irrelevante, mais diversão que informação. Já não nos dizem o que decidiu o governo francês, mas nos dão quatro páginas de fofocas sobre Carla Bruni e Sarkozy [atual presidente da França].
Os jornais se parecem cada vez mais com as revistas que havia para ler na barbearia ou na sala de espera do dentista.”

Fabiano Pereira também percebe esta falta de interesse, e identifica um motivo:“Nos tempos atuais, “ouvir falar” é mais importante que realmente saber, ter noções é mais do que conhecer a fundo; o excesso de oferta talvez assuste e desmotive a procura, trazendo uma sensação equivocada de “déjà vu” por antecipação, altamente letal para a cultura e para a sociedade, num momento seguinte, como conseqüência direta e sintoma mais pronunciado de uma glamurização da desinformação, ou algo que o valha.”

O fenômeno do abandono da qualidade da informação em busca de público, e a aproximação do que é notícia com o que é espetáculo imediatamente faz o professor de teoria de jornalismo Wagner Belmonte, da Universidade Santo Amaro, lembrar de Mc Luhan em “O meio é a mensagem”. “Quando o filósofo e educador canadense faz essa afirmação, e se a credibilidade dos jornais entra em conflito com a quantidade de informações, seguindo o que ocorre na própria internet, pode-se concluir que a mensagem está distante da proposta principal do meio, que deveria simplesmente informar." Aliás, Belmonte alerta que esse prejuízo na qualidade das notícias é uma caminho curto para uma traição até mesmo ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, no artigo segundo que estabelece: “a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou privada - e da linha política de seus proprietários e/ou diretores. A produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público”; além do artigo 4º, que determina: “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.””

“Quem lê tanta notícia?” perguntou Caetano Veloso nos anos 60. Que diria hoje em dia???

Mas, voltando à questão da ansiedade... como funciona essa tal ansiedade gerada pelo excesso de informação? E como interfere na maneira como elas absorvem essas notícias? Bem, o autor do blog Techbits descreve o desespero: “Há uns dois anos surgiu o podcast. Desde então fiquei viciado nessa nova modalidade de obter informação. Problema: os episódio duram uns 30 minutos em média. Se você assina 10 podcasts semanais, serão 300 minutos por semana, ou seja, 5 horas dedicadas ao podcast. Mas todo geek que se preza assina pelo menos o triplo disso. E alguns são diários… Não há ouvido que agüente. Um dos fatores limitantes cruciais de nossas vidas é o tempo. Só há 24h em um dia. É impossível acompanhar tudo. A solução é começar a filtrar melhor as informações.

Ele está certo. Filtrar as informações é a única saída! Do contrário, o excesso pode até fazer mal para a saúde. Acredite, é isso o que sustentam os especialistas ouvidos pela Folha de S. Paulo na reportagem Informação demais e mal-administrada faz mal

Eles esclarecem que o maior desafio do homem moderno é exatamente conseguir lidar com a avalanche de bits, números, frases, gráficos, sons, tabelas, imagens e afins presentes na vida a todo momento. "Se a pessoa não se organizar na hora de buscar e apreender as informações, priorizando as que são relevantes e descartando as que não são, esse processo vai ser caótico", diz o professor de neurofisiologia da Universidade de São Paulo Gilberto Xavier

Assim como acontece com os jornais, que vão se adaptando às necessidades desse público ansioso, os profissionais da Web também começam a reformular os conteúdos disponíveis na rede. Afinal, para que escrever demais a um público que simplesmente não vai ler? No livro Não me Faça Pensar, Steve Krug estabelece que para um projeto ser bem sucedido na Web, uma das leis a ser seguida é não fazer o usuário pensar. Em 127 páginas, o autor diz que as páginas de Web devem ser “vistas e não lidas” e ensina que é necessário facilitar de antemão a vida do usuário, eliminando palavras desnecessárias, ou seja, simplificando o conteúdo.

A situação das empresas na era da informação – elas também sofrem

Na outra ponta desta equação estão as empresas que também querem chamar a atenção do internauta, de olho nos consumidores em potencial espalhados na rede. Em reportagem para o site Clic RBS , André Crespani relata uma palestra em que o presidente da AG2, César Paz, demonstra que boa parte do conteúdo disponível nas empresas será descartado pelos internautas durante a navegação. Se isso for verdade, que fará um profissional da propaganda para que a campanha dele se destaque? Na visão dele, “as empresas precisam aprender a lidar com isso, e descobrir formas de associar suas marcas aos conteúdos produzidos fora das empresas e que acabam se tornando fenômenos "pop"”. Como exemplo, o palestrante pediu aos ouvintes que imaginassem os ganhos de uma marca que tivesse conseguido associar sua imagem ao famoso vídeo (imensamente acessado no YouTube) sobre o rapaz que tentava dizer a frase "as árvores somos nós" várias vezes, sem conseguir. Agora, alguns anos após o lançamento do vídeo, ele ainda é lembrado, e uma marca que tivesse se associado a ele seria, por conseqüência, lembrada também. É o que se convencionou chamar de marketing viral. O redator do blog Contraditorium chega a questionar no post “Se você reciclar, aí que vira lixo” se um vídeo com mais de um milhão de acessos no YouTube não teria sido uma dessas estratégias para promover um videogame.

Destacar-se em meio a tanta informação não é o único problema enfrentado pelos empresários. Outra questão importante é saber quais são, no meio de todo este emaranhado, as informações vitais para o avanço da empresa. Afinal, na Era da Informação, já está mais do que claro que o conhecimento faz a diferença. Por isso, administrar conhecimento se tornou uma questão estratégica. Como os empresários farão para encontrar dados cruciais para o seu crescimento no meio de tudo o que está na Internet?

O artigo Decisão empresarial e Internet , no site do centro de computação da Unicamp, de autor não identificado, revela que as empresas já buscam um profissional com especializado na administração, ou Gestão do Conhecimento, cujo principal objetivo é “fazer com que as empresas sejam tratadas como instituições, organizações que "aprendem" (learning organizations), através do gerenciamento dos processos de obtenção e utilização empresarial do conhecimento. [O tema] está sendo tratado de forma tão séria que as grandes empresas já possuem em suas estruturas organizacionais, um novo e importante cargo: o de Gerente do Conhecimento (ou CKO, Chief Knowledge Officer). O Gerente do Conhecimento pode ser visto com um técnico capaz de compreender como as tecnologias podem funcionar em termos de coleta, armazenamento, exploração e compartilhamento do conhecimento. Deve ser capaz também de tornar o ambiente corporativo propício a eventos e processos que facilitem a criação e a troca da informação. E sem dúvida, uma das principais atribuições do CKO é saber transformar o supersaturado sistema de informações que pode ser acessado via Internet em conhecimento útil à gestão e às decisões empresariais”

A angústia com velocidade da informação vai piorar

Se as pessoas já estão ansiosas com toda essa quantidade de informação disponível hoje em dia na velocidade do acesso e a rapidez dos cliques... prepare-se... vem mais por aí! Há muitos anos Umberto Eco está preocupado com a velocidade do modo de vida, que só vem aumentando. E este processo ainda não chegou ao fim. É o que se lê na entrevista publicada no jornal espanhol "El Pais" e reproduzida pelo caderno Mais!: “Tudo o que existe agora será obsoleto dentro de pouco tempo. Até o e-mail será obsoleto, porque tudo será feito com o celular. Talvez as novas gerações se acostumem a isso, mas existe uma velocidade do processo que é de tal calibre que a psicologia humana talvez não consiga adaptar-se. Estamos em velocidade tão grande que não existe nenhuma bibliografia científica americana que cite livros de mais de cinco anos atrás.
O que foi escrito antes já não conta, e isso é uma perda também quanto à relação com o passado
.

Ele alerta que o pior é que esse descarte do passado pode ter conseqüências: “esse é um de nossos problemas contemporâneos. A abundância de informação irrelevante, a dificuldade em selecioná-la e a perda de memória do passado - e não digo nem sequer da memória histórica. A memória é nossa identidade, nossa alma. Se você perde a memória hoje, já não existe alma; você é um animal.
Se você bate a cabeça em algum lugar e perde a memória, converte-se num vegetal. Se a memória é a alma, diminuir muito a memória é diminuir muito a alma.”

Ainda na questão do processo que se auto-sustenta, Ronaldo Ronan Oleto em entrevista ao Lote Cultural acrescenta motivos para preocupação quando lembra que a falta de embasamento teórico dos internautas agrava a situação ainda mais. Talvez seja por causa disso que os mais jovens já não se preocupam ou não conseguem identificar se existe credibilidade naquilo que lêem, e não sabem mais separar o joio do trigo:

Qualquer informação da Web serve? - os jovens não identificam mais informação ruim

Os blogs transmitem informação. A qualidade da informação que eles apresentam é o usuário que determina. Um pode estar interessado em “desinformar” e a informação que ele julga errada é aquela que atende às suas necessidades e, portanto, de qualidade para o seu uso. A maioria deseja o inverso. Nessa disputa entra a informação certa e a errada, a informação com qualidade e sem qualidade, entra a questão da relatividade. A informação só poderá ser qualificada se houver a possibilidade de relacioná-la com algum dado ou informação. Se não houver a possibilidade de qualquer comparação ou relação não se pode adivinhar se a informação é certa ou errada. Se eu ler num blog que a população do Brasil é de 100 milhões de pessoas e em outro de que é 188,5 milhões, somente a partir de uma comparação/relação com outra informação será possível decidir qual a certa, assumindo o atributo confiabilidade importância relevante para essa decisão.”

Na entrevista "A web 2.0 é uma ameaça à cultura" na Revista Época, o pensador inglês que é um dos pioneiros da internet na Califórnia dos anos 90, Andrew Keen, faz coro aos avisos de que a falta de pano de fundo transforma os jovens em ingênuos consumidores de qualquer informação da Internet: “Não tenho problemas com a blogosfera se você ler o jornal antes. A blogosfera depende de a pessoa ser familiarizada com a mídia sofisticada. Se você está familiarizado com notícias, se entende como a tecnologia funciona, a blogosfera pode ser útil. Mas preocupa-me que, especialmente para os jovens, a blogosfera se torne uma fonte substituta de notícias. Eles acreditam em tudo o que lêem, então me preocupo que a blogosfera se torne forte numa sociedade em que as crianças não fazem a menor idéia de como ler “através” das notícias. Elas estão perdendo sua capacidade crítica. Você sabe que o The New York Times é pró-Israel e socialmente liberal. Sabemos que o The Wall Street Journal é editorialmente muito conservador. Não há jogos, é óbvio, você pode ler através. Em muitos blogs, não.”

Os jovens não querem mais saber de informação com qualidade

Além do problema da falta de avaliação, Ronaldo Ronan Oleto percebe que os jovens estão acomodados com a situação de serem meros retransmissores de informações, sem o devido cuidado de absorvê-las. É o que acontece com os alunos que simplesmente copiam material da internet e entregam ao professor para se livrar dos trabalhos escolares: “Se esses dados são repassados diretamente para o papel a ser entregue ao professor eles não se tornaram uma informação e nem geraram um conhecimento. Ou seja, o aluno perdeu seu tempo em busca de nota (pontuação) sem o correspondente aumento do conhecimento. Enganou a si próprio. Quando ele, por outro lado, busca um texto ou artigo (dado) na internet, estuda-o e incorpora-o, consciente, ao seu trabalho escolar ele obteve informação relevante e aumentou o seu conhecimento. Cresceu pessoal e intelectualmente.”

O pior é que a turma que repassa a informação pode estar usando as fontes erradas. Esta é a preocupação do jornalista Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa, em “Referência fast-food”, na Revista Carta Capital, com o subtítulo “A qualidade de boa parte da informação oferecida pela Wikipédia, a enciclopédia das novas gerações, está abaixo da crítica”. No artigo ilustrado com dados incorretos ou duvidosos pinçados na Wikipedia, o jornalista questiona a relevância das informações oferecidas na fonte de informação mais usada pelos jovens estudantes. E lamenta a falta de critério na seleção do material: “gerações anteriores de estudantes de classe média usaram a Barsa, a Mirador ou a Larousse da família, às vezes até uma biblioteca. Copiavam, claro, mas ao menos tinham de ler o texto para passá-lo ao papel almaço com a caneta. A atual tem uma só referência e gasta menos tempo. Em “Só faço trabalho com Wikipédia”, comunidade do Orkut, uma usuária escreve: “No Google aparecem várias coisas e a gente não sabe qual está certa... Já na Wiki vai diretinho!” Outra responde: “É bom porque não precisa gastar tempo procurando, é só ir lá que o trabalho já está feito. O único trabalho é apertar Ctrl+c e Ctrl+v, mandar imprimir e acabou...” Estudar com base nos verbetes da Wikipédia é pôr em risco tudo o que se aprendeu, se não a sanidade mental. Uma advertência do ministério competente não estaria fora de lugar.”

A Revista Veja na reportagem “Todo mundo dá palpite”, relata a batalha constante dos editores voluntários da enciclopédia virtual para manter os artigos isentos e corretos, sem muito sucesso, também alerta que “a quantidade de intervenções transmite um aviso: não acredite em tudo o que você na Wikipedia”

A web 2.0 empobrece a informação na internet

Pelo visto, segundo as duas revistas semanais, o que torna a qualidade do material na Wikipédia ruim é justamente o conceito de que qualquer pessoa é capaz de inserir informações livremente, sem critérios como autoridade para discorrer sobre determinado assunto. A idéia de que a obra em constante “evolução” seja criticada justamente por essa falta de credibilidade irritou profundamente os entusiastas do conceito definido como Web 2.0 (clique aqui para ler mais sobre a Web 2.0 na Wikipedia, sua própria representante). Apesar de Coelho da Costa não estar sozinho em suas críticas, é inegável o sucesso do sistema “Wiki”, que já começa a dar origem a outros projetos ainda mais ousados, como dicionários, guias de viagem e até mesmo a cobertura de eventos no mesmo sistema colaborativo, em que todos podem participar e alterar o conteúdo, num “registro a muitas mãos”, como definido em artigo do Observatório da Imprensa.

Ainda segundo a Revista Época, Andrew Keen escreveu um livro , The Cult of the Amateur (O Culto do Amador), para afirmar, sem meias palavras que o conceito de registros a muitas mãos é uma picaretagem que “nivela por baixo a produção, piora a qualidade da informação e ameaça a cultura (...) porque cria a ilusão de que todos somos autores, quando, na verdade, deveríamos ser leitores. Dá às pessoas ilusão sobre suas habilidades. Todo mundo tem algum talento, mas a maioria de nós realmente não tem muito a dizer. Somos melhores lendo um jornal ou assistindo à televisão do que tentando nos expressar na internet.

Mas qual o problema de aceitar a colaboração de todos? Keen responde: “Na mídia tradicional há meios de checagem. Se você não é anônimo, todos sabem quem você é, para quem você trabalha. No mundo on-line, não sabemos quem são essas pessoas que operam em sites como Digg.com (o site que estabelece um ranking de notícias interessantes com base no voto de internautas), Reddit ou Wikipédia. Elas poderiam estar num programa do governo, numa organização terrorista, numa corporação, como Wal-Mart ou Exxon Mobil, colocando conteúdos no YouTube, na blogosfera, fingindo que isso é independente. Isso nos deixa à mercê de uma nova oligarquia, num mundo onde é mais difícil checar a verdade que na mídia tradicional.”

Keen também não acredita na teoria da “sabedoria da multidão”, que seria o resultado da contribuição de todos numa imensa obra coletiva: “Na teoria, a sabedoria da multidão pressupõe o envolvimento de todos. Nesse caso, todo mundo estaria envolvido, todo mundo estaria editando a Wikipédia, todo mundo estaria adicionando recomendações no Digg ou no Reddit, todo mundo estaria adicionando resenhas no Amazon e talvez isso fosse um bom trabalho. Mas, na realidade, a maioria de nós não faz isso porque não tem tempo, interesse ou energia.”

Críticos e um lado e entusiastas do outro o fato é que acusar as novas gerações de burrice é mexer em um vespeiro. A campanha do jornal O Estado de São Paulo que questionava a credibilidade das informações disponíveis nas redes causou reação inflamada entre os blogueiros e tirou o sono dos editores do diário chegando a render um debate promovido pelo próprio jornal.

Mas, Professor Mark Bauerlein, talvez os jovens não sejam burros como o senhor diz

Talvez para conquistar a fidelidade do publico jovem, que causa a preocupação dos intelectuais,a mídia tradicional também reagiu. Numa resposta ao livro “The Dumbest Generation: How the Digital Age Stupefies Young Americans and Jeopardizes Our Future (Or, Don't Trust Anyone Under 30)" , (“A Geração Mais Burra: Como a era digital deslumbra os jovens americanos e compromete nosso futuro (Ou não confie em ninguém com menos de 30"), de Mark Bauerlein, a revista Newseek divulgou um extenso artigo em que reconhece através de dados que a juventude parece mesmo estar desinformada sobre os assuntos mais básicos da realidade (americana), mas desde o início do texto minimiza a importância dos alertas esclarecendo que o espanto dos mais velhos com a ignorância dos mais novos vem desde a civilização grega. Por fim, pondera que, se falta de cultura for burrice, pode Bauerlein até ter razão em suas afirmações, mas se o autor do provocativo livro quis dizer falta de habilidade para adquirir conhecimento então ele está errado. A revista cita estudos científicos para comprovar que a geração da internet e do videogame está adquirindo novas habilidades com jogos que estimulam claramente a cognição. Por fim, o texto conclui “Ninguém sabe o que as crianças vão fazer como os conhecimentos cognitivos que eles adquirem salvando a princesa (nos jogos). Mas se eles simplesmente salvarem mais princesas, Bauerlein conseguirá provar que estava certo: A nova geração vai ser tornar não só a mais burra, mas também a mais egocêntrica e egoísta. Mas talvez eles possam estar aprimorando suas mentes para construir um carro mais acessível, para descobrir a diferença genética do câncer que se espalha daquele que não, e a identificar as causas e curas da intolerância e ódio. O tempo vai dizer quem tinha razão.

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terça-feira, 3 de junho de 2008

MSN e Orkut distraem os jovens, que ficam mais burros, alerta especialista

Professor dos EUA diz que muitas horas de Orkut e MSN levam jovens a só conviverem entre si

Uma série de pesquisas realizadas nos últimos anos mostra que a ignorância dos jovens americanos é epidêmica. Em levantamento de 2002, 52% dos jovens escolheram Japão, Alemanha ou Itália como aliados dos Estados Unidos na 2ª Guerra Mundial. Em uma pesquisa de 1998, só 41% sabiam apontar os três poderes do governo (Executivo, Legislativo e Judiciário), enquanto 59% sabiam identificar os Três Patetas pelo nome. Mais de 64% sabiam o nome do último vencedor do American Idol, mas só 10% sabiam o nome da presidente da Câmara dos EUA. E 25% não sabiam que Dick Cheney é o vice-presidente do país.


Para Mark Bauerlein, professor da Universidade Emory, em Atlanta, e ex-diretor de Pesquisa e Análise na Fundação Nacional para as Artes, são as "distrações digitais" como mensagens instantâneas, sites de relacionamento como Orkut, MySpace e Facebook, e mensagens de texto pelo celular que estão emburrecendo a juventude. Em seu livro The dumbest generation: How the digital age stupefies young americans and jeopardizes our future (A mais burra das gerações: como a era digital esta emburrecendo jovens americanos e ameaçando nosso futuro), que acaba de ser lançado e vem causando polêmica, Bauerlein argumenta que o excesso das chamadas "distrações digitais" está por trás da crescente falta de cultura dos jovens.

Leia o resto da matéria no portal do Estadão

Para saber mais:

Velocidade da web causará perda de memória, diz Umberto Eco

A Internet DEIXA AS PESSOAS MAIS BURRAS?

A Geração Mais Estúpida - Jovens estão mais burros?

A Geração Mais Estúpida - O que é burrice de fato?

8 Motivos Pelos Quais Esta É A Geração Mais Burra

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Internet nos deixa burros demais?????????????

No programa Ctrl+Alt+Del All TV desta segunda-feira (02/06) vamos conversar sobre o tema levantado por Mark Bauerlein, "The Dumbest Generation" ou a "Geração mais Burra" Diz o professor de Inglês Americano que os jovens não estão mais à fim de pensar e a culpa disso é da internet. Será que é verdade? Você concorda com isso???

Participe, dê sua opinião através do chat on line ao vivo !!! O programa Ctrl+Alt+Del All TV começa às 15h00 na www.alltv.com.br, a TV por internet !!! Não perca.

sábado, 31 de maio de 2008

Velocidade da web causará perda de memória, diz Umberto Eco

Em entrevista publicada no jornal espanhol "El Pais" e reproduzida pelo caderno Mais!, o romancista Umberto Eco fala sobre a velocidade da internet e como ela afeta a troca de informação.

Antes de se consagrar como romancista, Eco já era considerado um importante semiótico, autor de obras marcantes como "Apocalípticos e Integrados" e "Super-Homem de Massa" (sobre a cultura de massa, analisando romances de folhetim e quadrinhos), "Como Se Faz uma Tese" e "Obra Aberta" (Perspectiva).

Na ficção, além de "O Nome da Rosa" (Best Seller), publicou "O Pêndulo de Foucault", "A Ilha do Dia Anterior", "Baudolino" e "A Misteriosa Chama da Rainha Loana" (Record). Sobre tradução, saiu no Brasil em 2007 "Quase a Mesma Coisa" (também pela Record).

Confira trechos da entrevista abaixo. A íntegra, disponível apenas para assinantes UOL ou Folha, pode ser lida aqui.

PERGUNTA - Existe alguma saída para esse mal-estar universal?
ECO - No momento, não. E, se eu tivesse a receita, a venderia ao presidente dos EUA por alguns bilhões de dólares!

PERGUNTA - Com certeza. E quem será ele?
ECO - E que sei eu? Os escritores não somos Nostradamus.

PERGUNTA - O que é certo é que alguns anos atrás o sr. disse que viveríamos de modo rapidíssimo, e agora vivemos em velocidades supersônicas.
ECO - E tudo o que existe agora será obsoleto dentro de pouco tempo. Até o e-mail será obsoleto, porque tudo será feito com o celular.

Talvez as novas gerações se acostumem a isso, mas existe uma velocidade do processo que é de tal calibre que a psicologia humana talvez não consiga adaptar-se. Estamos em velocidade tão grande que não existe nenhuma bibliografia científica americana que cite livros de mais de cinco anos atrás.

O que foi escrito antes já não conta, e isso é uma perda também quanto à relação com o passado.

PERGUNTA - A fé cega na internet, por outro lado, cria monstros.
ECO - Sim, parece que tudo é certo, que você dispõe de toda a informação, mas não sabe qual é confiável e qual é equivocada. Essa velocidade vai provocar a perda de memória.

E isso já acontece com as gerações jovens, que já não recordam nem quem foram Franco ou Mussolini! A abundância de informações sobre o presente não lhe permite refletir sobre o passado. Quando eu era criança, chegavam à livraria talvez três livros novos por mês; hoje chegam mil. E você já não sabe que livro importante foi publicado há seis meses. Isso também é uma perda de memória. A abundância de informações sobre o presente é uma perda, e não um ganho.

PERGUNTA - A memória é o esquecimento, como diria [o escritor uruguaio] Mario Benedetti.
ECO - É a história de "Funes, o Memorioso", de Borges: aquele que tem toda a memória é um estúpido.

PERGUNTA - Tanta informação faz com que os jornais pareçam irrelevantes.
ECO - Esse é um de nossos problemas contemporâneos. A abundância de informação irrelevante, a dificuldade em selecioná-la e a perda de memória do passado -e não digo nem sequer da memória histórica. A memória é nossa identidade, nossa alma. Se você perde a memória hoje, já não existe alma; você é um animal.

Se você bate a cabeça em algum lugar e perde a memória, converte-se num vegetal. Se a memória é a alma, diminuir muito a memória é diminuir muito a alma.

PERGUNTA - Qual seria hoje o papel da informação?
ECO - Creio que perdemos muito tempo nos formulando essas perguntas, enquanto as gerações mais jovens simplesmente deixaram de ler jornais e se comunicam por meio de mensagens de texto.

Eu não posso me desligar dos jornais. Para mim, sua leitura é a oração matinal do homem moderno. Não posso tomar o café da manhã se não tiver pelo menos dois jornais para ler.

Mas talvez sejamos os resquícios de uma civilização, porque os jornais têm muitas páginas, mas não muita informação. Sobre o mesmo tema há quatro artigos que talvez digam a mesma coisa... Existe abundância de informação, mas também abundância da mesma informação.

Não sei se você se lembra de minha teoria sobre o "Fiji Journal". Eu estava em Fiji coletando informações sobre os corais para meu livro "A Ilha do Dia Anterior" [ed. Record], e em meu hotel chegava todas as manhãs o "Fiji Journal", que tinha oito páginas -seis de anúncios, uma de notícias locais e outra de notícias internacionais.

No mês que passei ali, a primeira Guerra do Golfo estava prestes a estourar, e, na Itália, o primeiro governo de Berlusconi tinha caído. Inteirei-me de tudo porque em uma única página de notícias internacionais, em três ou quatro linhas, davam-me as notícias mais importantes.

PERGUNTA - Como a internet.
ECO - Vamos à internet para tomar conhecimento das notícias mais importantes. A informação dos jornais será cada vez mais irrelevante, mais diversão que informação. Já não nos dizem o que decidiu o governo francês, mas nos dão quatro páginas de fofocas sobre Carla Bruni e Sarkozy [atual presidente da França].

Os jornais se parecem cada vez mais com as revistas que havia para ler na barbearia ou na sala de espera do dentista.

Fonte:

Folha Online

Para saber mais:

A Internet DEIXA AS PESSOAS MAIS BURRAS?

A Geração Mais Estúpida - Jovens estão mais burros?

A Geração Mais Estúpida - O que é burrice de fato?

8 Motivos Pelos Quais Esta É A Geração Mais Burra

Índice do especial “A geração mais burra”:

· Artigo completo Especial “A geração mais burra”

ouça ou baixe a versão em áudio

1. A Internet cresce assustadoramente. Todo mundo quer acrescentar alguma coisa. Qualquer Coisa

2. Quem se importa em encontrar conhecimento na internet? Os jovens não!

3. Jovens desperdiçam tempo na Era da Informação com MSN, Orkut e blogs ao invés de conhecimento

4. Que é isso, professor? Os jovens estão ficando burros???

5. A cobra morde o próprio rabo, o excesso de informação prejudica o interesse pela informação

6. Com a falta de interesse pela informação de qualidade, os veículos de comunicação se concentram em dados irrelevantes

7. “Quem lê tanta notícia?” perguntou Caetano Veloso nos anos 60. Que diria hoje em dia???

8. A situação das empresas na era da informação – elas também sofrem

9. A angústia com velocidade da informação na internet vai piorar

10. Qualquer informação da Web serve? - os jovens não identificam mais informação ruim

11. Os jovens não querem mais saber de informação com qualidade

12. A web 2.0 empobrece a informação na internet

13. Mas, Professor Mark Bauerlein, talvez os jovens não sejam burros quanto o senhor diz

 

sexta-feira, 30 de maio de 2008

8 Motivos Pelos Quais Esta É A Geração Mais Burra

O autor Mark Bauerlein quer provocar com seu novo livro. "The Dumbest Generation: How the Digital Age Stupefies Young Americans and Jeopardizes Our Future". Confira as oito razões que o professor de inglês da Universidade Emory dá para "não confiar em ninguém com menos de 30".

1. Eles são excelentes alvos "jaywalking" (pessoa que atravessa a rua fora da faixa)

Bauerlein escreve: "A ignorância é difícil de acreditar. Não é suficiente dizer que estes jovens são desinteressados da realidade do mundo. Eles simplesmente a abandonaram. Eles estão inseridos em realidades mais imediatas que excluem outras - amigos, trabalho, roupas, carros, música pop, comédias, Facebook."

2. Eles não lêem livros, e não querem ler, também

"É uma nova atitude, essa maneira folgada de desconsiderar os livros e a leitura. As gerações mais jovens se ofendem com as lições de casa, é claro, é só uma pequena parte deles mergulhou nos conceitos intelectuais do momento, mas nenhuma geração jamais trombeteou a iletralidade... Como um coportamento válido para seus semelhantes."


3. Eles não sabem soletrar

A falta de maiúsculas e minúsculas e códigos de mensagem instantânea dominam a escrita on line. Sem corretor ortográfico, os amigos estão fritos.

4. Eles são ridicularizados por pensamentos originais e boa escrita.

"No My Space, se você escreve de forma clara e compõe parágrafos coerentes, como observações bem informadas em eventos históricos ou atuais, os amigos vão te sacanear", diz Bauerlein. A escrita da Wikipedia é limpa e factual, mas sem brilho e livre de julgamentos. Constantemente, um estudante com sinais de brilhantismo anormal no MySpace se converte em um tolo escritor no estilo de wiki nos trabalhos escolares, ele diz. "se pudéssemos combinar o estilo e imaginação do MySpace como conteúdo da Wikipedia, aí poderíamos ver coisas boas".

5. Grand Theft Auto IV, etc.

As estatísticas contam a história aqui. Vendas da primeira semana: US$ 500 milhões. As vendas das pré-estréias de pequenos filmes do GTA, vendas de Cds ou, Bauerlein percebe, vendas de livros. Todo esse uso de vídeo, diz Bauerlein, causa prejuízos na sala de aula também.Centenas de graduandos das escolas públicas de Massachussets estão fazendo aulas de reforço de leitura e escrita no colégio, de acordo com um artigo de jornal.

6.Eles não retém informação.

"Para os imigrantes digitais, pessoas que têm mais de 40 anos que passaram os tempos de colégio na biblioteca adquirindo informação, a internet é realmente a fonte miraculosa de conhecimento" Bauerlein diz. "os nativos digitais, entretanto, vão à internet não para reter informação, mas buscam a informação e passam adiante. A internet é só um sistema de entrega.

7. Porque os professores não mandaram

Ou porque os pais não foram aos seus quartos à meia noite mandar parar com o MSN. "as crianças estão se afundando nas coisas de jovens disponíveis 24 hs por dia, 7 dias por semana, e as realidades adultas não conseguem penetrar" Bauerlein diz. Outro fator: "É a era das salas de aula centradas nas crianças e graduação por auto-estima"

8. Porque eles são jovens

Você se lembras como era estúpido quando você era adolescente? Ou tudo o que você não sabia - e achava que sabia? E as habilidades adquiridas por sustentar comentários tolos? Oh, o novo-velho cara nessa imagem? Ele uma vez escreveu "eu era muito mais velho na época/Eu sou mais jovem do que aquilo agora

Traduzido por Eduardo Marcondes de 8 reasons why this is the dumbest generation - Boston.com

Para saber mais: A Internet DEIXA AS PESSOAS MAIS BURRAS?

A Geração Mais Estúpida - Jovens estão mais burros?

A Geração Mais Estúpida - O que é burrice de fato?

Velocidade da web causará perda de memória, diz Umberto Eco

A Geração Mais Estúpida - O que é burrice de fato?

Primeira parte: A Geração Mais Estúpida - Jovens estão mais burros?

Uma questão importante é saber o que Bauerlein tem em mente por “mais burro”. Se ele que dizer “saber o mínimo necessário”, então ele tem razão. A geração Y se preocupa menos em saber do que saber onde encontrar (se você está lendo isso online, alguns cliques responderiam facilmente a você as questões levantadas até aqui, Vice-Presidente, antigo chefe de justiça da Suprema Corte, Coréia do Norte e Coréia do Sul, Lago Superior). E é brincadeira pensar que empregadores estão gastando US$ 1,3 bilhão por ano em ensinar o conhecimento básico, como descobriu uma pesquisa de 2003 com gerentes. Se por burro se entende falta de capacidades cognitivas fundamentais e a capacidade de pensamento crítico e lógico, de analizar um ponto de vista, de aprender e lembrar, de ver analogias, de distinguir fato de opinião... bem, aqui Bauerlein está em terreno pantanoso.

Primeiro, os testes de QI em todos os países medem esses dados, inclusive nos Estados Unidos, e têm aumentado desde 1930. Já que os testes não medem conhecimento mas capacidade de raciocínio – o que os cientistas cognitivos chamam de inteligência fluida, já que podem ser aplicadas em qualquer área – a ignorância de fatos da geração Y (ou de fatos que os mais velhos acham importante) não se reflete em burrice por opção. E quem irá dizer que são burros porque poucos deles se importam em saber quem escreveu o oratório O Messias em relação a seus avós (que 35 por cento dos colegiais sabiam em 2002, comparado com 56 por cento em 1955)? Assim, suspeitamos que a queda na porcentagem de novos estudantes que dizem ser importante manter-se atualizado com assuntos da política, de 60% em 1966 contra 36 por cento em 2005, se relaciona, ao menos em parte, com o fato de que em 1966 os políticos determinavam se você seria apanhado e enviado para o Vietnã. A apatia de 2005 é mais um reflexo do que está fora da mente dos jovens da geração Y do que dentro, e acreditamos que esteja mudando, considerando a histórica candidatura de Barack Obama. Alienação não é burrice.

Buerlein não é o primeiro estudioso a culpar uma nova tecnologia pela falta de intelectualidade da nova geração (alguém se lembra da televisão?), neste caso acusada de ser a “geração digital”. Mas não há indícios empíricos de que estar imerso em mensagens instantâneas, ferramentas de texto, IPods, videogames e todas essas coisas online prejudique a habilidade de pensar. O Júri ainda está em andamento decidindo se essas tecnologias são positivas ou negativas” para a cognição, diz Ken Kosik, da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, co-diretor do Insituto de Pesquisas Neurocientíficas. “Mas elas decididamente estão mudando a maneira como o cérebro das pessoas processa a informação”. Na verdade, os princípios básicos da neurociência oferecem razões para otimismo. “Nos estamos mudando gradualmente de uma nação de mãos calejadas para uma nação de cérebro rápido” diz o cientista cognitivo Marcel Just, da Universidade Carnegie Mellon.” Na medida em que as novas informações tecnológicas exercitam nossas mentes e provêem mais informações, elas têm aumentando a habilidade de pensar”.

Nós achamos que mesmo os professores de inglês deveriam respeitar o fato de que correlação não implica causalidade: só porque a ignorância sobre os grandes lagos ou oradores aumentou com a era digital, isso não significa uma relação de causa e efeito. Para determinar isso, você precisa de informação. E não existe muita a este respeito. Um teste ideal seria difícil de fazer: para estudar o efeito da tecnologia digital no processamento cognitivo de uma maneira rigorosa, você precisa montar grupos de jovens que utilizam muito, pouca ou nenhuma tecnologia e segui-los durante alguns anos. Mas, como disse um dos rapazes de 19 anos que nosso grupo sobre as chances dele se candidatar voluntariamente ao grupo que não utiliza a tecnologia digital: “Você está fora de seu (deletado) juízo?”

O que se sabe com certeza é sobre o efeito de fazer várias tarefas ao mesmo tempo, a múlti-tarefa: ela prejudica o desempenho momentâneo. Se você, por exemplo, falar ao telefone enquanto dirige, terá mais dificuldade de manter o carro na pista e reagir a imprevistos, como foi constatado este ano. “Múlti-tarefas forçam o cérebro a dividir recursos de processamento”, ele diz, “então mesmo que as tarefas não usem as mesmas regiões do cérebro (falar e dirigir não usam), há uma infra-estrutura compartilhada que fica sobrecarregada” . Multi-tarefas crônicas, como usar um SMS, ouvir ao iPod e atualizar seu perfil no Facebook enquanto estuda para a sua prova sobre a Renascença Italiana – também pode prejudicar o aprendizado, como sugere um estudo de 2006. Cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles liderados por Russel Poldrack escanearam os cérebros de adultos com idades entre 18 e 45 anos enquanto eles tentavam interpretar símbolos em cartas em silêncio ou enquanto contavam alguns bips que ouviam. Os voluntários conseguiram interpretar as cartas mesmo com a distração dos bips, mas quando perguntados quais eram as cartas logo depois, os múlti-tarefas se saíram pior. “As múlti-tarefa prejudica o aprendizado” disse Poldrack na época. “Mesmo que você aprenda dessa maneira, esse aprendizado é menos flexível e mais específico, então você não consegue reter a informação tão facilmente”. Tarefas de maior dificuldade, como aprender cálculo ou ler “Guerra e Paz” vão ser particularmente prejudicados pelas múlti-tarefas, diz o psicólogo David Meyer da Universidade do Michigan Universidade do Michigan: “Quando as tarefas são desafiadoras, há uma queda na performance múlti-tarefa. O que as crianças estão fazendo é aprender com habilidade, mas em nível superficial”.

Mas um teste de laboratório com cartas e vida real, entretanto, não é vida real. Alguns cientistas suspeitam que o cérebro possa ser treinado para a múlti-tarefa, assim como pode aprender a bater em uma bola ou memorizar o poema grego “A Eneida”. Em um estudo ainda não publicado, Clifford Nass de Stanford e seu estudante Eval Ophir descobriram que as pessoas múlti-tarefa deixam entrar uma grande quantidade de informações que poderiam ser consideradas distração ou falta de atenção. Mas múlti-tarefa ávidos parecem ser capazes de reter mais informações numa memória de curta duração e mantê-la claramente separada do que realmente precisam em relação ao que não precisam, diz Nass. Os altamente múlti-tarefa não ignoram (todos os sinais), mas são capazes de imediatamente se livrar do que é irrelevante. Eles têm uma espécie de mecanismo compensatório que anula as distrações e processam a informação que é relevante de maneira eficiente.

Até mesmo videogames podem ter benefícios cognitivos, além de coordenação ocular e conhecimento espacial sustentam alguns. No livro de 2005 "Everything Bad Is Good for You", “Tudo o que é ruim é bom para você” Steven Johnson argumenta que os jogos de fantasia como Dungeons & Dragons exigem muito cognitivamente, pedindo aos jogadores que construam fantasias narrativas elaboradas – ao mesmo tempo em que jogam dados de vinte faces e utilizam tabelas com um grande número de variáveis – “os jogadores precisam calcular de forma eficiente varias combinações de armas, oponentes e aliados “que deixariam a maioria das crianças chorando se você pusesse as mesmas tabelas num questionário de matemática”, escreveu Johnson. Eles precisam usar a dedução lógica para saber as regras enquanto avançam, como o uso de várias regras para evoluir, o que você precisa saber para avançar uma etapa, objetivos intermediários, saber quem é inimigo ou aliado. Os jogos te desafiam a identificar causa e efeito – Johnson descreve como SimCity ensinou seu sobrinho de 7 anos que altos impostos nas zonas industriais podem evitar que fabricantes se instalem ali – e como identificar objetivos intrincados como a necessidade de achar a ferramenta que pega a arma que derrrota o inimigo para cruzar o fosso para chegar ao castelo para (ufa!) salvar a princesa. Isso não é nada além dos testes de hipóteses e desafios de lógica, e jogos como Final Fantasy exercitam isso da mesma forma que descobrir aonde os carros viajando um em direção ao outro a uma distância de 450 Km, um a 50Km/h outro a 60Km/h vão se encontrar.

Ninguém sabe o que as crianças vão fazer como os conhecimentos cognitivos que eles adquirem salvando a princesa. Mas se eles simplesmente salvarem mais princesas, Bauerlein conseguirá provar que estava certo: A geração Y vai ser tornar não só a mais burra, mas também a mais egocêntrica e egoísta. (Seria pior se geração Y não se incomodarem com sua ignorância, desafiando a noção de que eles deveriam saber mais fatos concretos em suas mentes, como se sabia na época pré-Google e pré-wiki). Mas talvez eles possam estar aprimorando suas mentes para construir um carro mais acessível, para descobrir a diferença genética do câncer que se espalha daquele que não, e a identificar as causas e curas da intolerância e ódio. Estranhamente, Bauerlein reconhece que “as crianças nos dias atuais estão tão motivadas e espertas quanto sempre”. Se eles também são mais burros porque tem “mais diversões” e porque as atividades na tela jogam no lixo o material de leitura antigo - bem, escolhas podem mudar com a maturidade e diferenças nos mecanismos de recompensa, que mudou desde o mundo construído por seus antecessores. Escrever sobre qualquer geração antes dos trinta que é burro.

Traduzido por Eduardo Marcondes de The Dumbest Generation? Don’t Be Dumb - Newsweek

Para saber mais: A Internet DEIXA AS PESSOAS MAIS BURRAS?

Velocidade da web causará perda de memória, diz Umberto Eco

8 Motivos Pelos Quais Esta É A Geração Mais Burra

Índice do especial “A geração mais burra”:

· Artigo completo Especial “A geração mais burra”

ouça ou baixe a versão em áudio

1. A Internet cresce assustadoramente. Todo mundo quer acrescentar alguma coisa. Qualquer Coisa

2. Quem se importa em encontrar conhecimento na internet? Os jovens não!

3. Jovens desperdiçam tempo na Era da Informação com MSN, Orkut e blogs ao invés de conhecimento

4. Que é isso, professor? Os jovens estão ficando burros???

5. A cobra morde o próprio rabo, o excesso de informação prejudica o interesse pela informação

6. Com a falta de interesse pela informação de qualidade, os veículos de comunicação se concentram em dados irrelevantes

7. “Quem lê tanta notícia?” perguntou Caetano Veloso nos anos 60. Que diria hoje em dia???

8. A situação das empresas na era da informação – elas também sofrem

9. A angústia com velocidade da informação na internet vai piorar

10. Qualquer informação da Web serve? - os jovens não identificam mais informação ruim

11. Os jovens não querem mais saber de informação com qualidade

12. A web 2.0 empobrece a informação na internet

13. Mas, Professor Mark Bauerlein, talvez os jovens não sejam burros quanto o senhor diz

 

A Geração Mais Estúpida - Jovens estão mais burros?

A Geração Mais Estúpida? Não seja Burro!

George Santayana, também se desesperou com a ignorância de uma geração, avisando que “aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo”. Isso, em 1905

Sério, todo mundo sabe que encontrar exemplos de ignorância nos adolescentes é muito fácil. Se você quer tentar, faça suas apostas. Em 2006, dois terços dos colegiais não conseguiam explicar o que queria dizer uma antiga foto de uma placa sobre a entrada de um teatro que dizia “entrada de cor”. Em 2001, 52% identificaram Alemanha, Japão ou Itália, não a União Soviética, como aliada dos Estados Unidos na 2ª Guerra Mundial. Em uma pesquisa de 2004, um quarto dos jovens entre 18 e 24 anos não souberam quem é Dick Cheney, e 28 por cento não conheciam William Rehnquist . Qual a fronteira mais protegida do mundo? México com os Estados Unidos, de acordo com 30 por cento do mesmo grupo etário.

Assim como professores se chocam ao perceber que os estudantes perguntam “hein?” com olhos vazios às menções casuais das conversas ao pé da lareira, da Batalha de Antietam ou até mesmo Pearl Harbor, e como pais assustados que seus (ap-amassing?) queridinhos não saibam a diferença entre Chaucer e Chopin, Mark Bauerlein vê em toda esta ignorância um desastre intelectual, econômico e cívico em andamento. Em seu provocativo livro “The Dumbest Generation: How the Digital Age Stupefies Young Americans and Jeopardizes Our Future (Or, Don't Trust Anyone Under 30)" , (“A Geração Mais Burra: Como a era digital deslumbra os jovens americanos e compromete nosso futuro (Ou não confie em ninguém com menos de 30"), o professor de inglês da Universidade Emory oferece os indicadores. Com indícios como a queda na aptidão literária (40 por cento dos graduados no colegial em 92, e apenas 31 por cento em 2003) e um aumento na ignorância geográfica (47 por cento dos graduados em 1950 sabiam o nome do maior lago da América do Norte, e só 38 por cento em 2002), por exemplo, Bauerlein conclui que “nenhum grupo na história da humanidade abriu uma lacuna tão grande entre suas condições materiais e suas conquistas intelectuais”

Claro que ele chegou um pouco tarde a esta festa. Os mais velhos se remoem sobre as perdas culturais e ignorância histórica pelo menos desde que os admiradores de Sófocles e Ésquilo lamentaram a popularidade de Aristófanes (As rãs) como tendo caminhado rumo ao fim da civilização grega como era conhecida. A geração da Guerra Civil ficava enloquecida com as terríveis novelas baratas dos anos 1800. Os estudantes Vitorianos consideravam Dickens um apaixonado pela trama sentimental, algo leve comparado aos outros autores da época. Civilizações e culturas, altos e baixos, sobreviveram a tudo. Pode-se sobreviver à ignorância histórica de uma geração? Por aqueles que nasceram de 1980 a 1997, Bauerlein se lamenta por nós: “não há lembrança do passado, e como diria o Khmer Vermelho, ‘este é o dia zero’”. A lembrança da história é essencial para um povo livre. Se você não sabe quais os direitos estão garantidos na primeira emenda, como pode ter um raciocínio crítico sobre os Estados Unidos?”. Ok, é justo, mas suspeitamos que se os jovens não conhecem a Declaração dos Direitos dos Cidadãos ou as antigas placas de entrada para pessoas de cor – e eles deveriam – isso não reflete estupidez, mas uma falha no sistema educacional e na sociedade (que é gerida por adultos) em exigir que conheçam. Pensar em nossa própria lembrança da história também nos faz lembrar que o filósofo George Santayana, também se desesperou com a ignorância de uma geração, avisando que “aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo”. Isso, em 1905

Traduzido por Eduardo Marcondes de The Dumbest Generation? Don’t Be Dumb - Newsweek

Segunda parte: A Geração Mais Estúpida - O que é burrice de fato?

Para saber mais: A Internet DEIXA AS PESSOAS MAIS BURRAS?

Velocidade da web causará perda de memória, diz Umberto Eco

Índice do especial “A geração mais burra”:

· Artigo completo Especial “A geração mais burra”

ouça ou baixe a versão em áudio

1. A Internet cresce assustadoramente. Todo mundo quer acrescentar alguma coisa. Qualquer Coisa

2. Quem se importa em encontrar conhecimento na internet? Os jovens não!

3. Jovens desperdiçam tempo na Era da Informação com MSN, Orkut e blogs ao invés de conhecimento

4. Que é isso, professor? Os jovens estão ficando burros???

5. A cobra morde o próprio rabo, o excesso de informação prejudica o interesse pela informação

6. Com a falta de interesse pela informação de qualidade, os veículos de comunicação se concentram em dados irrelevantes

7. “Quem lê tanta notícia?” perguntou Caetano Veloso nos anos 60. Que diria hoje em dia???

8. A situação das empresas na era da informação – elas também sofrem

9. A angústia com velocidade da informação na internet vai piorar

10. Qualquer informação da Web serve? - os jovens não identificam mais informação ruim

11. Os jovens não querem mais saber de informação com qualidade

12. A web 2.0 empobrece a informação na internet

13. Mas, Professor Mark Bauerlein, talvez os jovens não sejam burros quanto o senhor diz

 

Wagner Belmonte diz: